terça-feira, 26 de novembro de 2013

Na padaria em SP

Na Padaria em SP

As irmãs Olsen
E o Mahoney na tv
Um cara tentando
Quase saber
(quem eu sou)
e quase ser alguém
na minha frente.

Sanduiche de mortadela
E guaraná, impossível
Não conectar, 
mas oficializar não é bom.
Não traz energias boas.

Cpf na nota?

Não muito obrigado

almoço

almoçar o que?
almoçar com quem?
almoçar pra que?
almoçar pra quem?
almoçar alguém
almoçar.

amém.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012




Quem dera o calor do meu quarto 
fosse metáfora sexual
Na sala já não posso mais ir
há um monstro gigante lá 
chupando picolé e aguçando
uma lambança!

O rádio hoje está de ressaca
e minha vida acabou porque
nem tudo que a gente quer 
a gente tem.
O rádio pode      
me oferecer  de    
tudo mas está de 
ressaca.Com ondas deste tamanho!
                                                                                {meu SempToshiba planeja as Tsunamis}
e amanhã eu tambem vou estar de ressaca
Com ondas deste tamanho! 
debaixo de ar condicionado,
bebendo leite condensado,
assistindo JackAss 3d.                       





      Ataque soviético
               do 

Maiakowski de
Vila Isabel! 
            

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Figurinha rara

Figurinha fácil era aquele Campelo. Veio de baixo, começou como todo mundo: indicado por alguém. Esse tal, um dia caiu nas graças do Barbosa e virou levaetrás. Malandro e inteligente, ficou logo bom com os números e foi subindo de posição. Agora disfrutava de uma tranquila gerência numa das repartições da área. Depois de muita calmaria na vida do vagabundo, saiu da linha uma vez... o problema é que as vezes o destino não dá duas oportunidades. Ocorre que o Campelo tinha uma amante: a Gilda. A Gilda era uma puta experiente e virava e mexia tava lá na sala do Campelo. Depois da sexta visita o Campelo resolveu contratar uma nova secretária, e deu um jeito de pagar um salário para Gilda. Com essa ele resolveu o assunto de sustento dela e tinha ela alí a sua disposição. Gilda digitava cartas, revisava textos, tinha reuniões diárias no escritório de Campelo. O problema é que Campelo era homem casado, tinha família e três filhos. E homem de família com amante apaixonada é coisa que não dá certo.
Gilda fazia aniversário no dia 25 de novembro, exatamente um mês antes do natal. O Campelo sempre alegava uma festa de final de ano do escritório para passar a noite com Gilda. A pobre não tinha família e ele sempre tapava esse "buraco". Não ter família era o trauma de Gilda. Expulsa de casa por uma gravidez prematura, perdeu seu filho para a família do pai da criança, que a ajudou até o momento do parto e a expulsou também. Campelo sabia disso, e respeitava.
Amanda era a mulher de Campelo, e sempre le cozinhava o almoço. Todos os dias depois do almoço amarrava sua gravata, lhe vestia o paletó e trazia a maleta. Religiosamente. Era uma perfeita dona de casa.
Um dia notou que a maleta estava mais pesada. Abriu o fecho e viu uma caixa com um nome: Gilda. Depois de uma pequena discussão, Campelo conseguiu convencer a sua mulher de que Gilda era seu amigo invisível, e relembrou a ela a presente data, 25 de novembro. O jantar de final de ano da empresa, tolinha. Campelo saiu apressado, um pouco assustado com a situação. Só notou a falta do seu paletó (coisa que sempre levava, gostava do status de sentir-se de paletó) quando estava no carro. Seguiu mesmo assim.
Chegando lá, voltou a ser o Campelo da repartição. Começaram a reunião sem demoras, e Gilda pulou em cima de Campelo. Gilda adorava sua vida, não necessitava nada mais. Tinha beleza, um emprego, e um amor, era satisfeita com isso.
Amanda entrou sem bater, desconfiou das luzes apagadas e seguiu entrando pela repartição. Ao se aproximar, escutou ruídos e risadas estranhas, para um amigo invisível. Quando entrou na sala de Campelo o marido estava fechando as calças...
O Campelo, sempre foi jeitoso, homem de lábia, escorregadio como peixe vivo... O canalha, que foi pego com boca na botija, começou a escorraçar Gilda. Falou de assédio sexual, chamou de carreirista. Era uma absurdo que ele um pai de família fosse atacado dessa maneira, expulsou quase a pontapés a pobre Gilda de sua sala.
Amanda conhecia seu marido, sabia da verdade, mas preferia não brigar para te-lo ao seu lado. Agora com tudo as claras poderiam começar de novo. Naquela noite não dormiram no mesmo quarto. Campelo pela primeira vez aceitarou dormir na sala.
Gilda foi para um bar, bebeu, bebeu, bebeu. Voltou ao escritório (ainda tinha as chaves) pegou a arma que Campelo tinha na sua mesa, e foi caminhando até a casa de Campelo. Em seu tempo de puta tinha aprendido a abrir fechaduras (hotéis baratos te dão essa experiência). Por sorte a porta não estava trancada. Foi adentrando a casa e qual não foi a surpresa ao ver Campelo ali deitado, dormindo no sofá da sala. Sentou-se na cadeira e escreveu um bilhete. Aproximou-se lentamente de Campelo e, com uma almofada na frente do revolver, o matou com um tiro na cabeça. Um tiro silenciado matara ao figura mais notório (e notável) daquela rua. No dia seguinte, ao descer para preparar-lhe o café, Amanda encontra Campelo morto. Em cima do cadáver o bilhete do que Gilda escrevera na noite passada. Amanda abre o bilhete e lê: ele era tudo o que eu tinha, a culpa é sua.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

evoé! (ou proteção divina)

o vinho me protege
e a cerveja me sustenta

o uísque me submerge
numa viagem forte e lenta

bebo cachaça porque não sou herege
tequila por que esquenta

vou fazendo festa com meu amigo baco
enquanto meu fígado nao arrebenta

quarta-feira, 16 de março de 2011

o conhecimento

Estruturamuitogrande-e-sinuosa
de boca a boca
vai passando e
virando prosa
passa a pensamento,
vira moda,
chega pra todo mundo
e volta como verdade.
Passa pro lógico,
chega na faculdade,
vira estudo
e de novo
novidade.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

bad

rock is dead
cinema is dead
god is dead
michael jackson is dead
who's bad?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

os vazio zóio do véio zuza

os vazio zóio
do véio zuza
avisaram a ele
que onze
homens vestidos
de azul
vinham
com varas de pau e
açoites de couro
numa variant
azul om sirene vermelha

o velho zuza
tinha sido vítima
de uma armação.
sua filha
isabela
depois de viúva
vendo que
poderia ficar
sem um vintém
vendeu seu pai
o véio zuza
a un deputado
(vagabundo)


vitima de um complo
sem nada e preso
nosso querido velho
nunca mais voltou
a ver a luz do sol
ou o seu querido Vitória campeão

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

silla de ruedas

desplazamiento
deslizar
flotar
parar
piensar
coger
correr
escribir
escrever
saber
huyr
cumplir
hundir
alo
polí
palo
sepa
cinta
miedo
curro
puto
chulo
chungo
mundo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

um grau celsius

1 grau. vendo a temperatura reduzida a sua unidade fundamental, vejo que ela não é um inferno,´frio sim, mas aqui não se sai de casa sem calças e dois casacos. Um para fora e outro para. um quentinho e outro mais duro. é verdade que a sensação causada por estar na rua com um frio de 1 grau positivo não está tão longe dos quarenta graus que todos vivem no rio agora. É um atestado de que eu sou eu em qualquer lugar, sinto a temperatura, sinto o um grau, ainda não vi pela rua temperaturas negativas, tenho medo desse dia. Sinto falta do calor de por bermudas mas também vejo graça no momento de sair de algum procurar meus casacos (as vezes luvas também), E pensar que é incrível seja seco ou seja úmido o frio não congela as pessoas, nem o calor derrete elas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

pode

posso limpar os dente
posso poner as lente

posso sair da frente
pode esconder o que sente


pode expandir a mente
pode contar pra gente

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Monumento Vivo (Pedro Thomé)

Paula es española, artista y trabaja en las calles. En el medio de muchas estatuas de piedra ella es una estatua viva. Mientras vemos algunos monumentos de la ciudad, Paula nos dice cual es su nombre y dice quien es. Observamos el comienzo del proceso de maquillaje y dice acerca de quien es y el proceso de creación del personaje. Ahora con voz en off, Paula habla sobre su performance y vemos Paula trabajando como estatua inmersa en el paisaje de la calle. Vemos su punto de vista. Ahora observamos el final del proceso de maquillaje y concluye sus pensamientos sobre las dos personas (su personaje y tu). Vemos el momento en que ocurre su transformación de mujer hasta estatua. Al final vemos un retrato suyo con la cara limpia como se fuera sacada para un documento.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

euia

ia
ali
pra
ver
se
você
queria
vir
aqui
mas
não
sei
quem
vive
aí!

aos homens comuns / a los hombres comunes

yo hablo
eu falo
hablo rapido
falo rápido
um homem comum
un hombre comun

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

dois

branco


preta



branco


preta


branco

preta

branco
preta
branco
preta
branco
preta

cinza?

não, nós dois.

barba

tenho cara
tenho rosto
sou gente
sou humano
sou quente
por isso
tenho a barba mal feita
e tampouco trago pente

sábado, 17 de julho de 2010

Ping Pong

Eram duas horas quando João percebeu que sua mãe estava vindo. Naquele momento, quis pular da janela. Mas Maia entrou salão adentro gritando, pois gostava de João. Jamais quis acordar sem tê-lo. Garoa, era mais velha do que uma bruxa. Bigorna. Era tudo menos linda. As curvas de sua filha, feia, piranha, cuja malícia não contribuía em nada. Católica, Maia não pode permitir que fosse concebível traição. Era mãe demais.
Assim foi impedir a morte daquele jovem. Eu gritei. Mas ouvi outro grito além das paredes e pude determinar a merda que fizera. Acordei puto. Onde estão os ladrões? Bastardos. Malditos, poderiam matar três bodes ao acordar. Aqueles cruzeiros me fariam muito bem. Um belo dia, chutei a cara de um torto. Bêbado, quis cuspir. Maia! Que entrou pela janela separando os brigões. Num átimo de reflexo, driblei Maia e derrubei João. Falei: venham! Roubei três bodes. Acordei. Rico.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

CURIOSIDADE SOCIOLÓGICA

Eu entro. Eu só entro quando a porta está aberta. Escolho e entro. A porta não estava assim tããão aberta, mas quando um clip de papel consegue abrir, é porque já estava aberta. Acho também que entrar de fininho numa casa que tem, 5 DVDs, 5 TVs de plasma, alguns tapetes de preço exorbitante e um sem número de relíquias de guerra, é pura curiosidade sociológica. O que me fode é (depois da quinta vez que meu queixo caiu) o que fazer depois que eu entrei. Sozinho numa casa incrível eu posso: dar uma festa, quebrar tudo, roubar (mas dá cadeia), mudar tudo de lugar, preparar um drink. São tantas coisas que segundo a história dos 3 ursos eu ajo que nem gato escaldado, relaxo e curto alguns momentos comigo mesmo. Aperto um baseado e me preparo um drink. White Russian: leite, licor de café, vodka e gelo. Huum, que cinzeirinho lindo! Tiro os sapatos e fico andando pela casa com a bebida numa mão e o beck na outra. Alternando entre pisar no chão frio e nos tapetes quentinhos chego a uma grande sala que me parece um escritório. A porta é grande de carvalho maciço, assim como a grande mesa que fica no fundo da sala. Pego um cinzeiro e repouso o meu cigarro nele. Nossa quanta placa, plaquinha, troféu, porra! O cara é só tenis. E o diploma? Nessa moldura ai, não sei não ein? Tilééc, Tiléc, Blaaaaam! Fudeu a porta! AAAAAAH, corre, vira um abajur de lantejoulas, não um javali empalhado, sei lá qualquer objeto de decoração, tarde demais.

Dona da casa: Quem é você?

Eu: Eu sou seu anjo da guarda. Gabriel Nataniel, as ordens. Me desculpe pelo susto, mas desci atrasado do céu e me esqueci de ver na listagem dos meus protegidos o seu nome. Pode por gentileza me dizer a sua graça?

Dona da Casa: Marita, mu mu muito prazer.

Eu: Então Marita, é marita né? Deus, nosso Deus, Dede, pros mais intimos, me disse: vai lá Gabi, dá um help pra Marita! Ela ta precisando de uma ajuda um auxílio celestial. Olha que eu sou uma raridade, sou um anjo macho!

Dona da Casa: Anjo e alcoólatra! (tira com violência o copo da minha mão). Olha eu sou atéia! Saia já da minha casa senão eu chamo a polícia! Mas que cheiro de maconha!

Eu: Bom então tá né? Já vi que você tá bem, não precisa de mim… Faz só um favor pra mim? Dá pra você pressionar o seu dedão da mão direita aqui bem no meio da minha língua? É só pra Deus (pela sua impressão digital) saber que eu realmente estive aqui (coloco meio palmo de língua pra fora, ela com cara de nojo pressiona o dedão na minha língua). Tá tudo certo agora, não se preocupe já fui descrente também.
Pego meus tenis o baseado e saio porta a fora

Valha-me Deus e nossa senhora de Nazaré, anjo ou não escapei por pouco dessa enrascada. Meu anjo da guarda por favor me proteja das portas abertas e dos clipes de papel.

terça-feira, 13 de abril de 2010

o tempo e o trem

o tempo e o trem
passando, ventando.
o tempo no trem
correndo, andando

o tempo que passa
que não é de graça
o tempo que é tempo
e que não se mata,
que não faz fumaça

o tempo e o trem
rodando, entrando
o tempo e o trem
que come tutano

o tempo no trem
é o tempo que todo
o tempo tem.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

vaca - ou ruminando

paralelepípedo
palavrório
pantomima
putaria
pixação
pictogramas
pistolão

pasto.